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psicanálise, literatura e cultura

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Na leitura de Freud, notamos que além da clínica, principal combustível para o avanço da psicanálise, obras de arte com especial destaque para a literatura tornaram-se alimento para as construções teóricas, debates e impasses da teoria.

Já na obra inaugural da psicanálise, A Interpretação dos Sonhos (1900), estão lá Édipo Rei (Sófocles) e Hamlet (Shakespeare) servindo de apoio para as considerações freudianas. Sete anos mais tarde, Freud publica o estudo O Delírio e os Sonhos na Gradiva de Jensen (1907), primeiro trabalho de análise psicanalítica de uma obra literária, consolidando uma relação íntima entre psicanálise e literatura que dura até os dias de hoje. Não poderia ser diferente, já que ambos ofícios lidam com a linguagem e a palavra de cada um para tratar o Real.

“… os escritores criativos são aliados muito valiosos, cujo testemunho deve ser levado em alta conta, pois costumam conhecer toda uma vasta gama de coisas entre o ceú e a terra com as quais a nossa filosofia ainda não nos deixou sonhar”

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